Santa Casa de Misericórdia - Santana do Livramento / RS
     Terça-feira, 12 de dezembro de 2017
 


A preocupação maior em toda  a comunidade é a organização e manutenção de seus próprios meios preservadores da espécie. Os males da humanidade transformaram-se , evoluíram, e, combatidos, regrediram paralelamente aos avanços da ciência e da tecnologia.

Profissionais competentes, atuantes, especializados nas mais diversas áreas do conhecimento da ciência é o que contamos hoje para melhor atender aos aspectos da SAÚDE.

Prédios devidamente instalados,  com modernas aparelhagens e exames especiais e/ou sofisticados são ingredientes naturalmente acrescidos, pelo esforço e bagagem das pesquisas acumuladas ao longo do tempo, pelo somatório das experiências e conhecimentos provenientes da investigação científica.

Elementos humanos, materiais e instrumentais, somam-se para oportunizar ao homem, melhor e maior qualidade de vida.

Dessa necessidade nasceu a Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento, inaugurada em 20 de setembro de 1903.

A história começou... e agora se repete.

Em 1889, quando a população santanense assinalava ao redor de seis mil habitantes, coincidentemente o ano que marcou a proclamação da republicado Brasil, em Santana Do Livramento já funcionava a Sociedade Beneficente Municipal.

A diretoria naquele tempo, presidida pelo Dr. Agostinho da Silva Campos, decidiu propor que, aos sábados, uma moça da sociedade, fosse convidada a sair à rua, pedir auxílios financeiros nas residências, com a finalidade de angariar fundos em benefício da construção do Hospital de Caridade. Esse movimento levou o nome de “Sacola de Caridade”.

A primeira escolha, por sorteio, recaiu sobre a jovem Antonia Thommazi, que, prontamente se dispôs ai trabalho. Ao sábado saiu então Antonia, certamente com amigas, mas despojando-se de quaisquer sentimentos de timidez ou preconceito, para cumprir sua missão. Pode-se imaginar o desprendimento dessa moça, quando naquela época sendo o mundo feminino bastante restrito ao lar, às atividades domésticas e sociais, expor-se a andar, de porta em porta, pedindo em benefício de uma obra, mesmo que tão necessária e inestimável aos destinos da comunidade, mas, para tal incumbência, também requerendo forte dose de desprendimento e coragem.

Tornou-se um orgulho para colaborar com a obra.

Após Antonia, vieram outras que prontamente dispuseram-se a contribuir, demonstrando a mesma dedicação e espírito humanitário: Carmila San Juan, Branca Pinto, Branca Giudice, Aurora Ramiro, Branca Dias de Castro, Deolinda Canabarro Fernandes, Ubaldina V. Soares, Honorina da Rosa Neves, Sefiza Rolim, Evarista Vargas Chaves,  Palmira Cáceres, Amália Oliveras, Fausta Rodrigues, Doroteá Bueno, Esteva Rodrigues, Anna L. Falcão, Idalina Pereira, Ana Paulina Trindade, Emilia Iruleguy, Florinda Araújo, Carolina Garcia, Francina Cunha, Maria Amália Ramalho, Aana Luíza de Cunha, Olinta Braga, Dorzila Pereira, Adelaide Vaqueiro, Zelinda Gomes, Sevina R. Maciel, Janira Rodrigues, Maria M. Canabarro, Adalgisa Cunha, Adelina Severo e Dora Inchauspe.

São esses nomes que somaram para que muitas pedras, madeiras, tijolas, ferro, cimento, entre outros materiais e mão de obra, fossem pagos para execução do prédio inicial da Santa Casa de Misericórdia. É justo que sejam lembradas tão importantes contribuintes.

Ao longo do tempo também outras damas da sociedade santanense, esposas de empresários e médicos, fundaram o ‘Círculo de Senhoras’, com o mesmo objetivo de auxiliar a maternidade da Santa Casa, quando doavam enxovais completos para recém nascidos.

E atualmente, se repete a história... Tal qual o espiral do tempo!

A saúde e a manutenção da Santa Casa de Misericórdia, sempre carente de medicamentos e materiais de consumo, permanente e diário, tem sido amparada e dinamizada pelo dedicado e constante trabalho de uma desprendida comissão de senhoras organizadas pró organização do hospital, que vem enviando esforços no sentido de obter recursos para obra de cunho tão social. Denominado Grupo de Voluntárias da Santa Casa, foi sugerido e incentivado por Geraldo Stavie, quando pertencente à mesa administrativa do hospital em 2001.

Deve-se a elas hoje, praticamente a reposição de materiais de consumo, toalhas, lençóis, e grande parte das aparelhagens.

Como sempre, a mulher deixando aflorar seu lado maternal, sua sensibilidade, motivando-se a minorar a dor e a carência do ser humano.

Este grupo feminino, que tanto vem contribuindo com seu tempo, criatividade e dedicação, organizando leilões, briques, idealizando as mais variadas formas de obter recursos financeiros, também depreendida e voluntariamente, vem renovar o espiral do tempo...

Unidas pelo mesmo ideal, com Lorena Góes, na coordenação, compõe o grupo: Ana Maria Gonçalves, Ana Maria Specht, Elenara Guedes, Leatriz Duarte, Lecy Tubino de Souza, Leda Araújo, Maria Izabel Ventimiglia, Maria Moraes, Marina Macedo, Marta Andrade, Maurília Fervenza, Nilza Duarte, Lurdes Cunha Peres, Graciela Lopes, Liane Rosat Muratório, Daici Duarte, Elsi Zuleika Barreto, Suely da Costa Peres, Eda Serpa, Ceres Aragonês, Maria Julia Aragonês, Caroline Basine, Ilza Queirolo e Elci Rodrigues Gonsalves.

Trabalham voluntarias e espontaneamente, constituindo-se numa força de amparo que vem com dificuldades e carências, é certo, mas culminando os objetivos propostos.

São senhoras profissionais pertencentes aos mais diversos segmentos da sociedade. Certamente todas sabem que o prazer de dar é maior que o de receber. E esta doação, justamente , é mais valiosa por não requerer benefícios próprios, nem publicidade, apenas a resultante da necessidade impostas pelo trabalho, de gerir ação e reação. Trabalho este, muitas vezes em detrimento de lazer pessoal e horas sonegadas ao convívio familiar, em benefício de um bem mais amplo: a saúde comunitária.

Para concretizarem suas metas tem se valido de inúmeras estratégias e criatividade buscando realizar eventos e promoções. Teve participação especial e teve amplo sucesso a participação dos artistas Santanenses Heber Frós, (ago/2003) – reconhecido internacionalmente como Gaúcho da Fronteira que realizou show beneficente em prol da causa liderada pelas voluntárias;

É um trabalho profundamente humano, voltado para a minimização dos males atinentes à saúde, e como tal, a comunidade, certamente, responderá com seu apoio e reconhecimento.

Assim como o espiral do tempo... se repetiu! Evoluirá, continuará se renovando e tudo leva a supor, se repetirá ... se repetirá... (AP). 

Santa Casa 1950

Construção Nova Santa Casa em 1954

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