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    PRESTAÇÃO DE CONTAS DA SANTA CASA
   12.09.2017


 

PRESTAÇÃO DE CONTAS DA SANTA CASA

 
Na  audiência pública chamada pelo Executivo Municipal para prestação de contas do grupo Gestor da Santa Casa,  o Prefeito Solimar Charopen, reafirmou o compromisso com o Hospital,  dizendo do esforço que a administração  municipal tem feito e do compromisso em manter o apoio financeiro para que a Santa Casa continue a prestar serviços SUS. É preciso que falemos bem da Santa Casa.  Problemas acontecem em qualquer instituição, nem por isso saem a falar. Mas quando é da Santa Casa, parece que são maiores. E as coisas boas que acontecem lá ? As vidas que são salvas com o trabalho dos homens e mulheres de lá ? Quem sabe? Quem agradece?  Alguém ouve comentários ?  São raros, mas existem. Só que não ficam falando. É como aqui na prefeitura. Os problemas são históricos. Mas a cobrança é de quem está no governo.  Quando se faz, é obrigação, finalizou o Prefeito Ico, pedindo  a todos que se somem nesta luta para mantermos o nosso Hospital aberto. 

Na oportunidade o  diretor administrativo da Santa Casa, Wainer Machado  fez uma prestação de contas, apontando  a origem das receitas do Hospital e  onde foram aplicados neste  1º semestre.  

Frisou que existem 3 fontes de financiamento, todos com recursos públicos.

União-   R$ 719.000,00

Estado-  R$  384.000,00

Município – R$ 332.000,00 = R$ 1.435.000,00

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Sendo que R$ 197.000,00 já são descontados diretos do repasse federal, por conta dos empréstimos contraídos até 2016. Para receber o restante do valor, a Santa Casa tem que atingir as metas acordadas com o Gestor municipal.  Todo mês temos que atingir 17000 mil  procedimentos  ambulatoriais e de urgência, 540 internações e 60 cirurgias eletivas, para receber o valor integral.  

 

CUSTOS  MINIMOS COM SERVIÇOS MÉDICOS

Foram mostrados quais os custos mínimos que o Hospital tem com médicos, para prestar o  serviço pelo qual é contratado  pela Prefeitura, que é o gestor local do SUS.

Iniciamos pelos serviços de regime presencial, 24h por dia, totalizando 720h mês, sendo que o valor da hora é em média R$100,00.   

UTI- 720h x R$ 100,00.
PA- 720h x R$ 100,00.
PA- 360h x R$ 100,00. Pediatra no horário da noite.
120h x R$ 100,00. Obst
144h x R$ 100,00. Obst-

Para cumprir com estes serviços, precisamos de R$ 206.400,00 por mês.

OS demais plantões, cujo contrato de trabalho é modelo sobreaviso, não presencial. Temos as mesmas 720 horas mês,  sendo que o valor da hora em média é R$ 45.00,00.
 
Traumatologista       Pediatra                 Cirurgião geral
Anestesista              Neurologista           Clínico    geral                      Obstetra 

R$ 45x 720h= 32.400
6  especialidades x 32.400=    194.400
obstetrícia – R$ 45 x 456h =      20.520


É importante mostrar à comunidade que os custos fixos com serviços médicos são de  R$ 421.320,00 acrescidos de R$ 24.000,00 de  consultas ambulatoriais e em média R$ 40.000,00 de cirurgias eletivas e de urgência, entre elas as cesarianas, totalizando R$ 485.320,00. 
 

FOLHA DE FUNCINÁRIOS l.

Entre os custos básicos  mensais  para ter o Hospital aberto pelo SUS,  também temos  a folha de pagamentos dos 332 funcionários que chega a R$ 831.000,00, para atendimento dos insuficientes  122 leitos disponíveis,   incluindo a UTI e Pronto Socorro de Urgência. Ainda temos os custos de  manutenção e os dos  serviços de imagem e exames clínicos, entre outros que se aproximam de R$ 300.000

REMUNERAÇÃO DO SUS AO HOSPITAL

A forma de pagamento ao hospital,  se dá pelos valores tabelados pelo SUS através das  AIHs (autorizações de internação hospitalar)  paga por cada paciente e sua patologia. O valor de  uma AIH varia pelo tipo de enfermidade, em média varia de R$ 200,00 a  R$ 795.00 . Esta tabela está defasada há muitos anos, não cobrindo minimamente os custos hospitalares.


Este valor, que deveria  cobrir todos os gastos do paciente, tais como: Exames clínicos, exames de imagem, medicamentos, geralmente é consumido em 3,5 dias só com as despesas básicas  na estadia do paciente.  Portanto, os demais dias e os exames passam a ser custeados pelo hospital. 

Portanto, este déficit que não se vê, tem sido regra nos hospitais que atendem pelo SUS, pois, mesmo no prejuízo não deixam de atender a população,  cumprindo uma obrigação que é constitucional do Estado,  arcando com este prejuízo que  se acumula nos hospitais há muitos anos.

Wainer ainda destacou que a prestação de contas está no site da Santa Casa, onde além dos valores SUS, também expõe o uso dos valores do troco solidário, o que agradece a todos que colaboram no dia a dia. Também frisou que recebeu a contabilidade atrasada desde maio de 2016, informando que já estão  trabalhando com dedicação para colocar a contabilidade em dia, e assim continuar nosso plano de ação, no sentido de redimensionar o tamanho do hospital, para saber que serviços vai poder oferecer e quanto custará nos novos contratos.

É preciso buscar alternativas financeiras através de contratos que cubram os gastos básicos dos serviços.

Como se pode ver, nossa receita é menor que a despesa.

Receita de R$ 1.435.000,00, despesa  com funcionários R$ 831.000,00 e despesa com médicos

R$ 485.320,00 , ainda tem o desconto de R$ 197.000,0 dos empréstimos realizados até 2016.

Se pode observar que não sobra nada.  E como vive o hospital ?  Deixando de pagar os direitos trabalhistas e tributos.  E assim temos um défcit mês cerca de R$ 450.000.

Uma alternativa, seria a busca de novas referencias em especialidades de maior complexidade, que remuneram melhor.

Para isso, há de se observar a necessidade de investimentos para as adequações.


NÃO HÁ DINHEIRO NOVO PARA PAGAR O PASSADO.


Sobre o movimento dos médicos que querem  receber os valores devidos de 3 meses de 2016, a Administração da Santa Casa e o Conselho Gestor,  entendem justo. Pois, quem trabalhou tem que receber. Pelo menos é o que se espera.  Ocorre que não temos um dinheiro novo para cobrir este passado.

Este ano, pagamos R$ 2.026.000,00 relativos a diversas pendências do ano passado e, deixamos de pagar R$ 1.979.000,00 de 2017, ou seja, se não tivéssemos essas dividas, hoje estaríamos com os salários em dia e talvez com uma parte desta divida já em pagamento.

 

FINANCIAMENTOS.  PRO SANTA CASA  e CAIXA HOSPITAIS

Hoje existem dois tipos de financiamentos para os Hospitais filantrópicos, e a Santa Casa está se preparando tecnicamente para acessá-los. Primeiro temos que estar com o balanço de 2016 pronto e aprovado. Segundo, temos que ter nosso plano de ação para aplicação dos recursos e como vamos cumprir com a aplicação do dinheiro.  

É com estes recursos que queremos saldar as pendências com nossos credores, entre eles os funcionários,  médicos e prestadores de serviços, além de tributos federais e dividas trabalhistas.  

 

TABELA SUS ESTÁ DEEFASADA.

A cada momento, e cada vez mais, o que  vemos são profissionais da área da saúde e os próprios hospitais, deixando de ter interesse em atender o Sistema Único.  Pois, além de uma mudança na gestão é preciso remunerar melhor os serviços, para que seja no mínimo viável. Se a saúde é uma obrigação constitucional do Estado, há de se parar de fingir que a obrigação está cumprida! Há de se encarar de frente um problema que atormenta uma nação inteira! 

 Hoje quem está bancando, ou seja pagando a  filantropia das entidades, são seus funcionários, médicos e prestadores de serviços que amargam para receber o que lhes é de direito, enquanto o Estado não reajusta e atrasa seus repasses.   Hoje a divida dos hospitais filantrópicos é mais de R$ 25 bilhões.  É preciso exigir do Governo Federal uma atitude mais positiva, pois, os municípios estão cada vez mais comprometidos e sem recursos, as Unidades da federação também, então a União tem que assumir seu papel e aplicar uma das  três alternativas:
(1) Ou se remuneram os hospitais conveniados de forma satisfatória para que possam  cumprir com dignidade o seu papel, tanto à comunidade, quanto com seu quadro de funcionários; (2) ou se criam hospitais públicos suficientes ao atendimento  da demanda ou, como uma última alternativa, (3) ou se assume o descumprimento que vem acontecendo do que determina a nossa Lei maior,(art 196,CF) passando o Estado a se eximir publicamente (o que hoje se faz de forma tácita)da responsabilidade que 
tem. D
iante destes fatos, é preciso mostrar a realidade da nossa Santa Casa,  dizer que o Conselho Gestor e a direção estão imbuídos em apresentar uma proposta que seja capaz de ser honrada, que não seja apenas para sanar problemas do momento. Sabemos do comprometimento e da sensibilidade do corpo clínico, mas só vamos propor aquilo que pudermos cumprir



FONTE/AUTOR: 


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